Gustavo Rocha fala sobre grande passo em sua carreira, encontro com Lele Pons e mais em matéria para capa da Contrast Brasil

Fotografado por Mateus Aguiar

Gustavo Rocha é uma estrela da internet que começou através do Vine (aplicativo de vídeos em formatos curtos) e fez sucesso ao se juntar com o seu irmão gêmeo, Túlio Rocha, e postar vídeos dançando. Após conquistarem um grande número de fãs, eles migraram para o YouTube com o canal “Irmãos Rocha”, que atualmente junta mais de 2.300.000 inscritos.

Assim como outros grandes youtubers, Gustavo também é influenciador e faz muito sucesso nas redes sociais, principalmente no Instagram, com mais de 6 milhões de seguidores.

Então, o digital influencer decidiu começar seu próprio canal no Youtube, que já conta com mais de 480.000 inscritos, onde fala sobre assuntos de sua vida pessoal, viagens, música e faz alguns desafios e games. Durante a sessão de fotos, nós conversamos com ele sobre esse grande passo de iniciar um projeto sozinho e seu caminho para chegar ao sucesso que faz atualmente.

Fotografado por Mateus Aguiar

Você começou no Vine fazendo vídeos dançando com o seu irmão. Como surgiu a ideia de postar vídeos na internet? Eu sempre fui de postar vídeos no Vine, só que eram coisas de humor bem ruins, na verdade. Depois eu vi uns meninos de fora que faziam vídeos dançando e convidei meu irmão para fazer também, só que em um estilo mais brasileiro. A galera curtiu e pediu para gravar e postar mais, então juntei e comecei a postar no Instagram. Aí criamos canal no YouTube e tudo mais, foi bem divertido.

Como vocês tiveram a ideia de migrar para o YouTube? A princípio as pessoas falavam “Ah eles só dançam, não têm nada para apresentar”, e os fãs mesmo queriam nos conhecer melhor. Então criamos o canal no YouTube com o intuito de nos aproximarmos dos fãs, apresentar um conteúdo legal e mostrar que não eram só dancinhas.

O Vine infelizmente chegou ao fim em 2016. O que você achou disso? Eu fiquei bem triste. Na verdade, toda a galera que saiu do Vine e que está fazendo muito sucesso até hoje ficou triste. Eu sou muito grato ao Vine porque ele mudou minha vida.

Fotografado por Mateus Aguiar

Sendo do Mato Grosso do Sul, quando você viu que era a hora de se mudar para São Paulo e por quê? Eu decidi vir para São Paulo há cerca de dois anos e meio, e já tinha começado com os vídeos fazia uns seis meses. Decidi vir pra cá porque tudo acontece aqui. Era muito difícil porque na minha cidade não tinha aeroporto, e quando teve o primeiro, as passagens eram muito caras. Eu tinha que ir para Ribeirão, depois Campinas, depois São Paulo, então era muito complicado. Tudo ficou mais fácil, mais tranquilo pra mim.

Os Dolan Twins são provavelmente os gêmeos mais conhecidos da internet, vocês acabam sendo comparado com eles? A galera compara um pouquinho, mas não de aparência, porque não somos nada parecidos. Eles falam “Os Dolan Twins são os gêmeos de fora e os Irmãos Rocha são os brasileiros”. Tem gente que até fala “Os Dolan Twins pisam nos Irmãos Rocha”, mas tem gêmeos para todo o mundo, nós somos legais, eu juro.

No exterior tem muitos youtubers e influenciadores. Você se inspira em algum? No Vine eu sempre me inspirei na Lele Pons, eu nunca imaginei que iria gravar um vídeo com ela, mas gravei recentemente e fiquei muito feliz. Coisas que a vida está me proporcionando. Eu também era muito fã da Magcon, era meu xodózinho, eu acompanhava eles há muito tempo. Um influenciador, que eu me inspiro muito em tudo que ele faz, é o Cameron Dallas, meu sonho conhecer ele.

Falando da Lele Pons, como foi gravar com ela? Foi incrível! Na verdade, na primeira vez que ela veio [ao Brasil], ela me convidou para gravar, só que eu não consegui. Ela fez questão de me convidar agora de novo e eu consegui, junto com o meu irmão, e passamos o dia inteiro gravado, foi surreal. Estava a Lele, a Inanna e a Hannah. Nós gravamos vídeo para o Instagram delas e para o nosso. As três foram super simpáticas e deram todo suporte pra gente.

Fotografado por Mateus Aguiar

 

Como já sabemos que você acompanhou a Magcon, quem era o seu favorito? Cameron Dallas, não dá para negar! Eu gosto de todos eles, o Matt, o Nash, mas eles meio que pararam de produzir tanto conteúdo quanto os outros meninos. Shawn Mendes né, xodózinho.

Se tivesse algo parecido aqui no Brasil, de juntar vários influenciadores e youtubers, você gostaria de participar? Com toda certeza, adoraria. Quando tinha Magcon e começou o Vine aqui, eu comentei que seria muito legal isso no Brasil, mas acabou não dando certo. Caso um dia desse ou até mesmo hoje, eu acho que participaria, seria muito legal.

Agora você está com o seu canal sozinho no YouTube e está tendo mais vídeos constantes do que junto com seu irmão. Como você decidiu dar esse passo, fazer um canal separado? É porque eu gosto de falar muita coisa. Eu gosto de falar muito e às vezes o meu irmão não gostaria de falar alguns assuntos que eu gostaria, então ficava meio complicado. Para não ter esse conflito e não deixar de apresentar conteúdo, eu falei “Bom vou criar um canal só meu e lá eu posso postar coisas que eu gostaria de falar”. A princípio foi isso, eu queria poder falar mais coisa, no meu canal eu posto 3 videos por semana, é bastante coisa.

Pelas suas redes sociais, podemos ver que você está crescendo bastante e muitas pessoas estão te acompanhando. Como é pra você sair na rua e ser reconhecido, e o pessoal parar para tirar foto? Te incomoda quando você está curtindo algo e as pessoas começam a pedir foto? Não me incomoda nem um pouco. Tem gente que fala “Te vi hoje e fiquei morrendo de vergonha de tirar foto” e eu sempre falo “não faz isso”, porque eu sou muito legal. Se você chegar em mim, eu vou ser seu melhor amigo e te tratar muito bem, mesmo que eu esteja muito ruim eu vou abrir um sorrisão e tirar foto. Mesmo se a pessoa falar que não gostou da foto, eu faço questão de tirar outra.

Eu sou super tranquilo. A única coisa que eu acho que me incomoda um pouco é quando eu estou comendo, mas não pelo fato de eu estar comendo, mas pelo fato de eu estar com o dente sujo, daí eu falo “Pera, deixa eu tomar uma água aqui rapidão”.

Fotografado por Mateus Aguiar